Agruras de uma "pane seca" em Marabá - PA



Dentre as várias atividades que eu, Jorge Edim, exerci  em Marabá – PA nos idos de 1982, a  aviação agrícola foi a que me pregou o maior dos sustos. Eu fui contratado pelo mega pecuarista, Brás Bueno de Oliveira, para plantar sementes de capim, para pastagem, numa área recém derrubada de 800 hectares na “Fazenda Vai Quem Quer”, situada a 120 Km à leste de Marabá – PA.

Visitei a área, no cerne da mata amazônica ainda virgem, dirigindo uma pick-up Chevrolet, quando a única abertura naquela região era da mal cuidada estrada Transamazônica, da qual, depois de 90 km no sentido Araguaína-GO, embrenhei-me, à direita, por uma longa picada, com mais de 30 km, aberta com foices e moto-serras, que servia como estrada vicinal. Diante das dificuldades de acesso decidi que faria o plantio por via aérea, e para tanto, convidei um piloto, meu amigo de longas datas e parceiro de várias aventuras. Aquela viagem de reconhecimento da área, passou a ser a minha única e providencial referencia de orientação para localização da fazenda em relação a estrada Transamazônica e a cidade de Marabá.

Donos dos nossos destinos, com uma coragem irracional, no vigor dos 28 anos de idade e com uma vontade absurda de trabalhar para ganhar dinheiro, eu e o comandante, decidimos voar, a bordo do avião agrícola “Ipanema“, que só cabia o piloto. Faríamos uma vistoria aérea na fazenda a ser semeada, para reconhecimento das dificuldades impostas pela topografia e pela qualidade da derrubada, normalmente tais derrubadas deixam muitas árvores altas, o que representa um alto risco para a aviação agrícola que deve voar o mais baixo possível para evitar que o vento carregue as sementes, normalmente muito leves.

Decolamos do aeroporto de Marabá – PA, numa manhã de sábado,  com poucas preocupações; a primeira delas, era me espremer, de lado, entre o precário acento do piloto e a porta, com a cabeça para baixo, de forma que a torre de comando aéreo não percebesse a minha presença, no interior da aeronave.

A segunda preocupação era acertar o rumo da fazenda “Vai Quem Quer”, que eu só havia visitado por terra. O dia estava lindo, a visibilidade era perfeita, e nós, entre uma gargalhada e outra, com os olhares fixos na imensidão verde em busca da nossa derrubada, havia sempre uma história de garimpo, aviação, ouro, jogo, cachaça, briga ou confusão de rapariga.

Pois bem, a busca pela dita fazenda demorou mais do que podia e nós não queríamos voltar por sabermos perto do objetivo. Depois de um tempo demasiado, encontramos a área derrubada sobre a qual fizemos alguns vôos em círculos e rumamos de volta a Marabá – PA.

Após poucos minutos voando de volta, nossas gargalhadas foram abafadas pela sirene de alerta de falta de gasolina no tanque esquerdo, o comandante me olhou, o rosto a 15 centímetros do meu, e disse com a calma dos grandes; não apavore, temos que aproveitar todas as nossas alternativas.

Eu, sentado de lado, enxergava a mata que estava à esquerda da pequena aeronave, e tinha que fazer um contorcionismo para ver os painéis do avião e um pedaço do céu azul que se mostrava na parte de cima do pára-brisa dianteiro. Porra! Morrer de avião com céu de brigadeiro é foda.

O piloto usou o resto do combustível do tanque esquerdo e assim que o motor começou a falhar, virou a chave para o tanque direito. Foram mais uns dez minutos de silencio profundo e de novo, a assustadora sirene de alerta de falta de gasolina no tanque direito. Era o fim. 

Tentei visualizar mentalmente o mapa pelas referencias que eu tinha da viagem terrestre. Intuí que estávamos à esquerda da estrada Transamazônica, rumo Leste – Oeste e pedi que o comandante aproasse o norte. Ele me atendeu e depois de alguns longos minutos de verde, medo e verdadeira apreensão, avistamos a estrada, para a qual o piloto procurou alinhar-se para o pouso, sabendo que quebraríamos o trem de pouso nos buracos da rodovia.

Definitivamente não era o nosso dia de morrer,  logo a frente, em paralelo à estrada Transamazônica, avistamos uma pista de pouso remanescente dos trabalhos do Exército Brasileiro no combate aos guerrilheiros comunistas na década de 1970. E foi onde o Comandante tocou o solo e cortou o motor para evitar que as hélices pegassem em alguns tocos que já cresciam na velha pista. Corremos poucos metros  e a sensação de alívio deu lugar a mais uma descarga de adrenalina; Por puro reflexo, o piloto deu um cavalo-de-pau com o avião, pois o fazendeiro local construíra uma cerca que dividia a pista ao meio. Na manobra radical, da minha posição incomoda, me senti centrifugado contra a porta, vi a asa esquerda do avião levantar até que a asa direita pegou no chão e voltamos a posição normal. Quebramos somente uma pequena parte da ponta da asa direita.

Ao descer do avião, esqueci completamente da posição incomoda que voei, e me senti como se estivesse no melhor e mais confortável aeroporto do mundo. Respirei fundo, agradeci a Deus, e peguei uma carona de carro para Marabá – PA, de onde eu trouxe gasolina e muito esparadrapo tamanho grande com o qual tapamos o buraco da ponta da asa e o piloto, decolou sozinho para Marabá – PA, onde fizemos o reparo definitivo da asa e então realizamos toda a semeadura da área da Fazenda Vai quem Quer.



Jorge Nei Jamel Edim

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VIAGEM INSÓLITA :

Dr. Júlio Laender, Edimar Cantão e Eu, Jorge Edim, voltávamos de Alta Floresta – MT com destino a Cuiabá - MT, a bordo de um Cesna-310 sob o comando do experiente capitão Tejima, que consciente do risco de voar sobre o exuberante manto verde da Amazônia, num dia tão chuvoso quanto aquele, mudou de rota e rumou para a Base aérea da Ilha do Bananal no rio Xingu-MT onde aterrissamos, antes do meio-dia, com muita dificuldade visual e sob uma tremenda tempestade. Vários outros aviões já se encontravam resguardados, naquela pista alternativa, alguns já, há mais de 24 horas, e seus comandantes nos interpelaram indagando sobre os motivos que nos fizeram desafiar tamanho mau tempo, por um voo longo sobre uma floresta tão perigosa. O comandante de um Queenair , aeronave canadense, toda equipada para enfrentar condições adversas em áreas perigosas, repreendeu o comandante Tejima e nos aconselhou a pernoitar na Ilha para esperar que o tempo melhorasse.
Não tive dúvidas. Acomodei-me no balcão do boteco dos índios, onde serviram cachaça e sardinha, que desceu como verdadeiro calmante depois de uma aventura tão estressante.
Dr. Júlio Laender, manifestou para o comandante Tejima, seu desejo de chegar em Belo Horizonte ainda naquele dia, dizendo: “Eu precisava chegar em BH ainda hoje”. O comandante, olhou para o céu cinzento e disse com ar de contrariado e corajoso; se é para decolar tem que ser agora.
Não tive tempo para tomar a segunda dose. Dr. Júlio e Edimar sentaram no banco traseiro e Eu embarquei, assumindo o assento de copiloto sob o protesto de todos os tripulantes dos demais aviões ali presentes.
Taxiamos como se brigássemos com a chuva torrencial. Corremos toda a pista e assim que saímos do solo, dois raios cortaram os lados direito e esquerdo da aeronave. Dr. Júlio disse: É comandante, se você vir que não dá, pode voltar. A resposta veio de imediato: “Agora num dá mais, é impossível enxergar a pista.”
Recebi do comandante a tarefa de segurar firme as duas manetes que teimavam em dançar de um lado para o outro. A formação de gelo era tão grande que dificultava a rotação das hélices. Se o comandante tentasse subir com a aeronave, encontrava a resistência do gelo das nuvens ( CB ) caso descesse, corria o risco de bater nas árvores mais altas, tudo isto às cegas, pois balançávamos de forma impressionante dentro de uma massa cinzenta capaz de nos levar ao limite do medo.
Em determinado momento o compartimento de bagagens quebrou e as malas caíram sobre nós aumentando o caus. Foi quando Edimar, segurando o cordão de ouro muito pesado, disse: “Eu devia ter deixado meu cordão e meu rolex para Juninho!”

Depois de quarenta e cinco minutos, sacudindo como se fossemos um cisco, no núcleo de um CB ( cúmulo-nimbo, nuvem escura com grandes formações de gelo ), recebemos um esculacho da torre de controle de Brasília-DF dizendo que estávamos voando perigosamente sobre a capital e em meio a um tráfico de aviões grandes que posavam por instrumento e que devido a visibilidade zero, poderiam colidir conosco. O comandante, já completamente esgotado, não deu ouvidos, e sabendo que sobrevoava a capital que não tem montanhas nem grandes arranha-céus iniciou um descida cega na tentativa de visualizar alguma coisa que o orientasse. Já que trabalhava em Brasília-DF há muitos anos. Deus guiou seu manche e ele pousou sob os protestos da torre de controle. Assim que taxiamos, percebendo o desgaste físico do comandante Tejima, corri para o balcão da VASP ( Viação Aérea São Paulo ) e comprei duas passagens do trecho Brasília-DF para Belo Horizonte-MG, em nome de Júlio Laender e Edimar Cantão. Voltei para o angar onde estavam o Cesna-310 e os parceiros de aventura, para os quais entreguei os bilhetes e me despedi dizendo: “bom voo para vocês que têm que chegar hoje em BH, eu irei de ônibus. Graças a DEUS!”

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O Peão cagão


A Comadre que negava


O Carro de boi


500 Réis de chuva



O Rádio.











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Sistema de Informação do Arquivo Nacional

Como     consultar    as     listas   de 

passageiros a bordo dos  navios  de 

imigrantes que chegaram ao Rio de 

Janeiro desde 1876.

- Clique no 2º sub-menu "CONSULTAS " 

- Clique no 3º sub-menu “ACERVOS SOBRE ESTRANGEIROS

- Na página que se abrir, no segundo parágrafo, clique em
 relações de vapores "

- Abrirá a primeira, de 204 páginas, com 50 navios cada.

- O primeiro arquivo refere-se à chegada do vapor Vandalia em
  15/07/1876.

- O último arquivo refere-se à chegada do vapor Itália em                    
  29/09/1907.

- Para visualizar outras páginas basta usar as setas de anterior e 
  próxima que se encontra na base do vídeo.

- Para ler o arquivo de um navio:

- Clique na figura da lupa, à esquerda do nome do navio

- Clique na figura do pequeno disco ("arquivo digital") ao alto da
  página, à direita

- Clique na lupa à esquerda do nome do arquivo  "Relação de
  passageiros do vapor..." 

- Pronto, você está diante de um arquivo em PDF. Recomendo
  uso do zoom.

                                                 "A maior prova de amor que o ser humano pode
                                                                          dar  aos  seus   antepassados  é  a  dedicação."
                                                                                                                          Meishu Sama
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Refletindo sobre o artigo a seguir, divulgado por Max Gehringer, respeitado especialista em gestão de carreiras, discordo da desnecessidade de comentários, e os faço, na defesa da visão daqueles que, como eu, valorizam a educação financeira e o equilíbrio na economia pessoal.

                                                                                ----------------



Há determinadas mensagens que, de tão interessante, não precisam nem sequer de comentários. Como esta que recebi recentemente: 


Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30 mil reais.


Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais. E assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei.


Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis. Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na minha conta bancária. É claro que não tenho este dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?  Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade.


Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro por prazer e com prazer. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.


“ Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO 


?   ?   ?   ?   ?   ?   ?


Meus comentários:

No título do artigo, "Viver ou juntar dinheiro", o renomado consultor, coloca em lados opostos, a arte de viver bem e a capacidade de se criar riquezas. E no meu entendimento, estamos falando de coisas interdependentes, na medida que a qualidade de vida depende do equilíbrio entre trabalho, economia e prazer.

Quanto ao texto a ele enviado, talvez, dado às nossas diferenças de valores, não vejo motivos para criticar os jovens que defendem e difundem a educação financeira recomendando o auto controle e o não desperdício de dinheiro.


Desde quando as pessoas financeiramente educadas e bem sucedidas não viajam! Não tomam drinks! Não utilizam das tecnologias disponíveis! Não comem pizzas! E essas pessoas também não desfrutam de conforto? O que essas pessoas sistematicamente não fazem é desperdiçar dinheiro, esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, sentir felicidade em ser pobre e muito menos, recomendar tais coisas aos jovens.


Ah! Como eu queria que a vida fosse menos complexa e mais previsível. Como eu queria ter certeza de ser respeitado na minha terceira idade. Como eu queria que a saúde pública do meu país beirasse a do primeiro mundo. Como eu queria ter garantida a minha independência e dignidade diante das adversidades como um AVC. Ah! Como eu queria...

Celebro pois, o equilíbrio, como virtude capaz de nos proporcionar os prazeres possíveis a cada fase da vida, principalmente quando deparamos com fortes limitações para prover nosso sustento.


Recuso-me a aceitar a ideia de que somente as cigarras são sábias, por se ocuparem apenas de cantar. Conforto-me com a consciência de que há sabedoria também nas formigas e abelhas, para quem, o trabalho, a prudência, a segurança, e a independência, são componentes da felicidade.


E quanto à afirmação; “ Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO. , critico com a seguinte  indagação; Porque não educar nossos filhos para serem pessoas ricas e felizes, que saibam valorizar as coisas independente do preço


Para vivenciar o bem estar, devemos contribuir com a fartura universal, através do trabalho e da educação financeira que nos permite aumentar os ganhos, controlar as dívidas, manter reservas estratégicas e planejar disciplinadamente todos os nossos objetivos e desejos.


 “Cidadania econômica não garante felicidade a ninguém, mas, com certeza, evita sofrimento”. (Rosa Maria de Sousa Santos)


                                                          É como penso...
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Sempre admirei as grandes empresas, suas estratégias e  capacidade de conduzir  suas equipes rumo ao sucesso. De repente percebi que posso ser sócio destes gigantes, na proporção do capital disponível que poupei e da minha disposição de correr risco.

Depois de criar várias empresas em diversas atividades, trabalhar compulsivamente, pagar o preço do pioneirismo, tentar entender e aceitar as exigências e decisões legais, dilatar ao máximo a tolerância em relação aos colaboradores, depender da eficiência dos fornecedores,  tomar prejuízos com clientes inescrupulosos, lutar contra o lobby dos gigantes e ainda conviver com a probabilidade de resultado negativo, porque não adquirir ações das empresas que já superaram as dificuldades dos pequenos?


Depois de fazer um balanço fidedigno sobre o patrimônio, direcionei 15% deste, para o mercado de ações. 


Logo, caso todas as expectativas falharem e os papeis das empresas mais bem conceituadas, escolhidas a dedo, estudadas por fundamentalistas e grafistas, provocarem um prejuízo de 25% aos acionistas, perderei 3,75% do patrimônio. Preço razoável para o direito de participar da valorização, lucros e ou dividendos de organizações auditadas e observadas por investidores de todo o mundo.


Para os iniciantes, entendo como importantíssimo, buscar conhecimento através de cursos presenciais ou on-line, para uma visão mais abrangente sobre mercado de ações, o que maximizará o foco no retorno, prazo e proteção.

       
A sabedoria consiste em saber usar ousadia e cautela...

OBS: Hoje, em Belo Horizonte, não tem cursos presenciais regulares, somente in company,  ministrados pela V10 Investimentos (031) 3527-3705 representantes da XP Investimentos  e   P&J Investimentos (031) 3228-0821 representantes da  Ágora - Bradesco

Links de Informações para quem se interessa por mercado de ações:


Informações básicas sobre mercado de ações.


Informações básicas sobre mercado à vista.


10 vídeo-aulas sobre análise grafica


4 vídeo-aulas sobre mercado de opções


10 vídeo-aulas sobre análise fundamentalista.


Site da BM&F BOVESPA 

Os dez piores hábitos dos mal sucedidos





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Todos nascemos com a obrigação de prover os recursos para garantir as nossas necessidades, e aqueles que conseguem produzir além do necessário, acumulam riqueza.

Há algum tempo, não muito distante destes nossos dias, a grande maioria das pessoas, dispersas pelas áreas rurais, se contentavam em suprir as suas necessidades básicas, e aqueles com maior capacidade de trabalho e determinação acumulavam o suficiente para erguer verdadeiros impérios. 

A industrialização e a conscientização coletiva da importância da qualidade de vida levam a grandes concentrações populacionais em centros urbanos, que gera uma concorrência vaidosa entre os indivíduos e um consequente desnorteio em relação à hierarquia das necessidades. Daí, a inversão da regra para se acumular riqueza; O que antes se apoiava na capacidade de trabalho, passa a depender de produtividade, estratégia e redução máxima de despesas.

Então, o sucesso econômico torna-se refém  de uma série de atitudes, que dia após dia, exige do indivíduo, um realinhamento das suas necessidades e desejos com seu objetivo.

E é com a consciência da complexidade do tema, e dos vários fatores que impactam o comportamento de cada indivíduo, que sugerimos um treinamento diário de autocontrole, para o qual, disponibilizamos algumas dicas que podem ser úteis na caminhada daqueles que buscam o equilíbrio financeiro e sucesso econômico.

A primeira dica é: Tenha convicção de que sua capacidade de gerar dinheiro vai muito além das suas necessidades.  E que, não há de se falar em consumidor, muito menos em economia, com a ausência de renda. Portanto, antes de pensar em consumir, pense em ganhar dinheiro.

A melhor forma de juntar dinheiro é se ocupar o dia inteiro. O trabalho nos leva a valorizar o seu resultado, além de não nos dar tempo para bater pernas em busca do desnecessário.

Evite as compras à prazo. No país com as taxas de juros mais altas do mundo, qualquer crediário abre um rombo significativo no seu bolso.

Tenha medo de emitir cheques pré-datados. Ao comprar, você paga juros embutidos, pois "não existe almoço grátis", e se engana, pois fica com a sensação de normalidade financeira até o dia do vencimento, que por sinal chega muito rápido. Isto, sem contar com a possibilidade do comerciante apresentar os borrachudos antes da data combinada, o que pode provocar uma devolução com encerramento de contas, sujando seu nome, e um débito no seu cheque especial, cuja taxa é exorbitante, e que é tudo que o banco deseja.

Cartões de crédito são extremamente práticos, porém, idênticos aos cheques pré-datados, temos a sensação de que não gastamos, até a data do pagamento. Nesta ocasião, somos tentados a pagar somente o valor mínimo, o que nos leva ao crédito rotativo, o mais caro do mundo. Verdadeira fábrica de escravos financeiros.

Tenha como norma, comprar somente as coisas que você previamente incluir numa lista de compras. Esta lista deve ser o resultado do seu planejamento, e portanto, contemplar somente o que é realmente necessário, com as devidas datas ou ocasiões para as aquisições. As compras por impulso,  na maioria das vezes são desnecessárias

Não vá ao supermercado com fome, nesta condição, seu instinto te leva a comprar muito mais, e nem sempre o que é realmente necessário. 

Somente leve crianças às compras, com o firme propósito de educá-las ou correrá o risco de se tornar vítima de chantagem emocional.

Faça suas compras em datas distantes do dia do pagamento. Quando recebemos salários, dividendos ou retiradas, temos a sensação de termos mais dinheiro do que realmente dispomos para a média diária de despesas.

Deixe as compras a cargo do cônjuge ou parceiro menos impulsivo. Evite ir os dois, a tentação de agradar ou de não se mostrar "pão-duro(a)" é grande e pode sair caro.

Muita atenção aos momentos de ótima condição financeira, em que o dinheiro entra com mais facilidade. É muito comum acharmos que dinheiro não acaba e não preocuparmos em controlar as despesas nem administrar a aplicação correta dos recursos excedentes. Não se esqueça que é da administração dos recursos financeiros das épocas de fartura e do controle constante dos gastos, em todas as épocas, que dependerá a ascendência da sua condição econômica ( patrimônio ). 

Esteja sempre certo que dividir dá lucro. Procure trabalhar em parceria, buscando o resultado sinérgico, assim, a sua parte será sempre maior do que conseguiria realizar sozinho.


"Se comprares aquilo de que não careces, não tardarás a vender o que te é necessário".
                                                                                                              Benjamin Franklin

                                  
                                              É como penso e faço...

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Para se construir um patrimônio, principalmente começando do nada, é necessário saber, querer e gostar de não gastar dinheiro com supérfluo. Além de querer, saber e gostar de aplicar todo dinheiro que sobra, depois das despesas necessárias para uma vida digna e coerente com a renda atual.

Para viver comprando tudo que “acha” que tem direito,  sem considerar o valor das suas receitas,  é necessário patrimônio e/ou crédito. Como dinheiro não aceita abuso, a vida boa, em que o perdulário é só poder, só sorrisos e bajulações, está fadada a se transformar em um verdadeiro pesadelo, em que os protagonistas viverão com depressão psíquica, social e financeira, abandonados pelos ex-amigos e em companhia da vergonha, da insônia, do stress e dos cobradores,  que somados, minimizarão a capacidade de análise e de tomada de decisão  o que dificulta a retomada de uma vida normal.

Já que é matematicamente impossível viver gastando mais do que se ganha, sem adentrar no abismo financeiro, claro está que, você terá que enfrentar restrições drásticas depois que perder seu patrimônio e seu crédito.

Então, inspirado no meu amigo vaqueiro, João de Roque, que sempre me dizia: “Ruummm, meu causo eu penso é inhantes”,  chamo a atenção para a importância de ponderar as restrições agora, e viver com uma pitada saudável de humildade mantendo o patrimônio, o crédito, o respeito, a dignidade e o grande objetivo de desenvolvimento pessoal gradativo, que é o direito sagrado de todos que têm a mentalidade da fartura, e por tanto sabem da abundância de tudo para todos, a seu tempo.

Vejamos algumas dicas para os que preocupam com o equilíbrio financeiro:

a – Caso tenham dívidas, negocie, pechinche, troque um credor por outro com taxas mais em conta.

b – Sejam detalhistas em relação aos seus gastos pessoais, saibam onde cada centavo está investido. O respeito à unidade monetária é que te norteará na direção da sua liberdade financeira. 
Não esqueçam que 2 + 1 + ½  = 1.000

c – Sempre que compramos algo, atendemos às nossas necessidades,  aos nossos desejos incontroláveis ou às pressões competentes da propaganda. Para evitar os pecados financeiros, sempre que forem comprar alguma coisa utilizem o algoritmo do consumidor que indaga :

Você precisa?    Se a resposta sincera for NÃO, não compre.

Senão, pergunte-se:

Tenho o dinheiro?    Se a resposta sincera for NÃO, não compre.

Senão; pergunte-se:

E tem que ser agora?  Se a resposta sincera for NÃO, não compre

Senão PECHINCHE.

Obs: Se em todas as compras conseguirmos um desconto, no final do mês teremos angariado um salário!..

d – Lembrem-se que as dívidas de hoje, provavelmente serão as hipotecas de amanhã.

e - Assumam a responsabilidade de terem um fundo de  reserva para os momentos difíceis, aos quais, todos estão sujeitos. A poupança é o melhor destino dos pequenos valores, quase sempre desprezados. E na medida em que se acumula, deve migrar para aplicações mais rentáveis, sempre respeitando os níveis de riscos, e nas oportunidades do mercado devem ser transformada em bens de raiz que nos proporcionam além de segurança, alguma renda.


f – Sejam pragmáticos, os práticos percebem os diferentes significados de “valor”. Por exemplo: Um carro é referência de status, mas antes, é um meio de transporte. P´ra que comprar um veículo de valor acima da sua condição sócio-econômica? Você se deslocará com conforto, num carro que não te trará sacrifícios financeiros.

g – Sejam autoconfiantes, vivam toda a liberdade financeira sem as obrigações dos prisioneiros da opinião alheia. A personalidade não é forjada por posses, portanto não comprem as coisas para se sentirem “iguais” a determinadas pessoas. O que define o ponto de equilíbrio entre status e qualidade de vida é a segurança e não a aparência duvidosa de enriquecimento. Apliquem o que sobra e o dinheiro que iria para exibições, passa a trabalhar para vocês.

h – Repudiem o consumismo compulsivo, estejam sempre certos que 90% dos objetos adquiridos por estes dependentes, não são usados.

i – Sejam pacientes, esperem acumular o dinheiro necessário para uma determinada compra. Enquanto isto, conscientizem-se da necessidade e pesquisem sobre a qualidade e valor, buscando o melhor custo benefício. Sempre, quem tem pressa, come cru e paga juros.

j – Saibam conviver com os cartões de créditos, aproveitem os seus benefícios e praticidades, mas estejam atentos às suas armadilhas. Anotem cada compra, como se fossem pagas com dinheiro, ganhem o rendimento referente ao prazo e nunca deixem de pagar o valor total da fatura no vencimento da mesma. O preço do parcelamento é altíssimo.

k - Atentem para os obsessores vivos, pessoas aparentemente indefesas e carentes, com algum vínculo afetivo e até profissional que fazem com que vocês se sintam responsáveis pelas suas necessidades e até sobrevivência, passando a viver como verdadeiros parasitas. Tais encostos, via de regra, indiferentes às dificuldades dos provedores, aumentam as lamentações e as necessidades passando, às vezes, a gastar mais que os próprios obsediados.


                                          É como penso e faço...  
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É muito importante o recurso disponibilizado no site http://www.compareemcasa.com.br/  que auxilia os internautas a comparar os custos de um empréstimo nas mais diversas instituições financeiras do país.

Quando decidimos fazer um empréstimo pessoal temos sempre o mesmo costume de pesquisar somente o menor preço das parcelas e nunca saber um pouco mais sobre as taxas de juros e quando nos damos conta já é tarde e o tão sonhado empréstimo pode se tornar um pesadelo.

Com o grande aumento de empréstimos em todo o país, as taxas de juros são comuns nos cálculos, mas você precisa saber exatamente quais são as taxas que vão ser cobradas pelas instituições e as diferenças de valores em pagamentos mensais ou anuais e o valor total do empréstimo em cada uma das instituições financeiras do brasil. Você se surpreenderá com a variação do que é cobrado.

Todo o mês o Banco Central atualiza em seu site oficial uma lista com os bancos que cobram menos taxas de juros para crédito pessoal. Dessa forma, conseguir fazer um empréstimo pode ser menos trabalhoso, ainda mais se você fizer a sua simulação pelo  site compare em casa .

Pesquise, tire suas dúvidas, simule, analise , compare os preços na hora de tomar decisões sobre a compra de seguros de carro, finanças, empréstimos, cartões de crédito, hotéis e vôos.

                                                  Espero que seja útil...
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Planejar um orçamento pessoal e/ou familiar, nunca dependeu de grandes cálculos, muito menos de conhecimentos específicos. E as maiores chances de prosperar não estão com quem  nunca pensou a respeito.


Depende primeiramente, de abandonar a perniciosa “zona de conforto”, que afaga os perdulários satisfazendo seus desejos de consumidores contumazes e cria neles, convicções que atendem às suas conveniências em detrimento do raciocínio óbvio; A soma das despesas não pode ser maior que o valor das receitas.

É de suma importância reunir toda a sua família para discutir a real situação econômica e financeira, as idéias e objetivos, além de deixar claro que as atitudes para o equilíbrio financeiro não devem ser confundidas com miséria nem avareza. Esta conscientização é parte importante da educação familiar e a comunhão de todos gera uma força sinérgica que potencializará os resultados.

Em seguida, conscientes da abundância universal e munidos de vontade, disciplina e foco no objetivo de vida da família:

Faça uma lista das suas fontes de receitas com os devidos valores e outra das suas obrigações mensais, organizando-as de forma decrescente, em relação às suas prioridades.
Considere que em economia, a busca é sempre o superávit.

Pronto, você fez o esboço do seu orçamento. Considerando que todo planejamento sofre conseqüências de vários fatores que independem da nossa vontade é necessário saber administrá-lo.  

Comece imediatamente a anotar detalhadamente, todas as receitas recebidas com datas, discriminações e valores. O grande desafio é manter a regularidade e o aumento gradativo das mesmas.

Paralelamente, registre sistematicamente todas as despesas, desde as mínimas até as mais significativas, com datas, discriminações e valores. O desafio é não ferir o teto da economia, ou seja; manter o superávit.
Se você não sabe quanto ganha nem quanto e onde gasta, o seu caminho para o sucesso será muito tortuoso e difícil.

Não queira se transformar de repente, num “analista de mercado”, muito menos em “pai de santo” para adivinhar as incertezas do futuro. Atenha-se aos fatos.

Estas anotações de nada servem se não forem acompanhadas e analisadas para embasar as decisões de dedicar-se mais a determinadas fontes de receitas que se mostram estatisticamente mais favoráveis  e quando necessário, disciplinadamente, eliminar as despesas menos prioritárias.

Na busca deste equilíbrio, com o abandono de paradigmas dispensáveis e com o foco no superávit, você perceberá que pequenas mudanças nos hábitos de consumo podem melhorar muito sua situação financeira e conseqüentemente sua qualidade de vida.

Um planejamento sem um orçamento bem acompanhado nada mais é que um sonho. E um orçamento sem um planejamento compartilhado por todos do núcleo familiar não passa de uma planilha de despesas e receitas.


Transforme este exercício em um hábito saudável e faça com que suas obrigações e poupança caibam no seu bolso.

Mais importante do que aquilo que você obtém quando atinge um objetivo, é "aquilo em que você se torna".



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